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Quem somos?
O sistema de resposta para emergências
externas do Pólo Industrial de Campos Elíseos começou a ser implantado no ano
de 1991, tendo como base o Processo APELL.
Tomando como referência a estrutura proposta
para a implantação do Processo APELL em Cubatão (SP), cujo lançamento havia
se dado no ano de 1989, foram estabelecidos um Grupo Coordenador e várias
subcomissões responsáveis pelo tratamento das questões técnicas relacionadas
ao desenvolvimento do Processo, tais como análise de risco, meio ambiente,
transportes, intercomunicações, serviço social e saúde, relações com a
comunidade etc.
O Processo APELL - Campos Elíseos era então
diretamente conduzido pela Superintendência da REDUC/PETROBRAS e reunia no seu
Grupo Coordenador representantes da refinaria e de outras empresas do Pólo,
membros do poder público municipal e estadual (Corpo de Bombeiros, FEEMA, Polícia
Militar) e das associações de moradores de Campos Elíseos e Jardim Ideal.
As reuniões do Grupo Coordenador ocorriam
mensalmente e, após um certo tempo, a partir da solicitação de inclusão de
outras comunidades no Processo, a Federação das Associações de Moradores de
Duque de Caxias (MUB) foi indicada como representante destas comunidades no
APELL. Com isso, a área de abrangência do Processo foi significativamente
ampliada, passando a incluir não somente a região sujeita aos efeitos diretos
dos possíveis acidentes, mas também as localidades situadas fora do perímetro
de risco imediato que, no entanto, pudessem ter alguma percepção do acidente
ou ser capazes de funcionar como áreas receptoras de população em caso de
necessidade de evacuação.
Com o objetivo de prestar assessoria técnica
ao Processo, a equipe do Grupo de Análise de Risco Tecnológico da COPPE/UFRJ
foi contratada pela REDUC/PETROBRAS e iniciou sua participação no Processo
APELL - Campos Elíseos em fevereiro de 1992.
A equipe da COPPE passou a ficar responsável
pelas atividades de articulação comunitária do Processo APELL, realizando
visitas e reuniões rotineiras com as comunidades e com a diretoria do MUB.
Estas reuniões com as comunidades tinham como objetivo promover a difusão do
APELL entre os moradores da região, através da apresentação do Processo e de
outras atividades correlatas (identificação e registro dos problemas de cada
comunidade, discussão sobre os riscos de acidentes, fornecimento de noções
sobre orientação espacial e leitura de mapas etc.).
Após um período de interrupção, as
atividades do Processo APELL - Campos Elíseos foram retomadas no final de 1995,
com base em uma proposta formulada em conjunto pela equipe da COPPE e pelo grupo
de representantes da comunidade.
No plano de trabalho para retomada do Processo
APELL encontravam-se previstas e foram executadas as seguintes atividades:
-
Reuniões com os representantes das
comunidades, visando justificar a interrupção do Processo e propor a sua
continuidade;
-
Encontros com os chamados
"multiplicadores", professores das escolas do Distrito de Campos
Elíseos, com a finalidade de discutir formas de massificar a informação
sobre o Processo;
-
Consolidação de um grupo regular de
acompanhamento das atividades do Processo, formado por cerca de 70
representantes das várias comunidades;
-
Realização de uma nova Semana de Ações
de Saúde;
-
Cursos e seminários informativos sobre
aspectos de segurança e meio ambiente para o grupo de acompanhamento;
-
Exercícios simulados de emergência
envolvendo as comunidades situadas nas áreas mais próximas às indústrias.
Durante o ano de 1997, dois fatos novos criaram
a expectativa de solução para alguns dos problemas que impediam ao Processo
APELL - Campos Elíseos a consecução dos seus objetivos:
-
A proposta de constituição de uma figura
jurídica com representantes das empresas, poder público e comunidades,
que, com base em um estatuto e orçamento próprios, fosse a entidade
responsável pelo sistema de resposta para emergências externas do Pólo;
-
A retomada da Defesa Civil Municipal de
Duque de Caxias e sua reintegração ao processo.
Algumas reuniões foram realizadas, envolvendo
representantes das empresas, do poder público e das comunidades, porém nada de
concreto foi decidido.
Em 30 de junho de 1999, as empresas do Pólo
Industrial de Campos Elíseos firmaram um convênio com o Centro Industrial do
Rio de Janeiro (CIRJ), órgão da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro
(FIRJAN), visando criar as condições para a retomada do Processo APELL. Este
convênio previa a contribuição financeira das empresas, com base em um rateio
de cotas previamente definido, para um orçamento anual que permitisse o
desenvolvimento das atividades do Processo.
Em outubro de 2001 foi criada a Associação
das Empresas de Campos Elíseos (ASSECAMPE), que passou a atuar como comissão
coordenadora do Processo APELL.
A estrutura organizacional do Processo APELL -
Campos Elíseos atualmente é a seguinte:

-
Grupo Coordenador (ASSECAMPE) - com
atribuições decisórias quanto a diretrizes, a formação da Comissão
Executiva e aprovação do orçamento anual. Este grupo é composto pelos
responsáveis pelas indústrias participantes.
-
Comissão Executiva - com atribuições
de coordenação dos programas motivacionais, elaboração de programas de
treinamento para o Grupo de Apoio Externo, coordenação dos simulados
anuais, divulgação geral do processo junto às comunidades e aos órgãos
públicos e aplicação e prestação de contas dos recursos do Processo.
Este grupo é composto por quatro integrantes titulares e seus respectivos
suplentes dos grupos de empresas (petróleo, petroquímica, distribuidoras
de derivados líquidos, distribuidoras de gás).
-
Plano de Auxílio Mútuo (PAM) - é
composto pelos órgãos de segurança industrial das empresas envolvidas no
Processo APELL e o GOPP (Grupamento para Operações com Produtos Perigosos)
do Corpo de Bombeiros.
-
Grupo de Apoio Externo - com atribuições
de orientação e divulgação dos programas destinados à comunidade, tais
como treinamentos motivacionais e orientações de conduta segura durante
emergências. Atuam ainda na recepção e divulgação de comunicações
sobre emergências e como líderes nessas ocasiões. Este grupo é
coordenado pela Defesa Civil do Município de Duque de Caxias e conta com a
participação atual de 700 moradores. Além disso, os seguintes órgãos
fazem parte desse grupo:
-
Guarda Municipal de Duque de Caxias
- responsável pela orientação do trânsito.
-
Hospital de Saracuruna - apoio em
situações reais e simuladas sendo responsável pelo recebimento,
transporte, tratamento e triagem dos feridos.
-
Hospital da Faculdade Unigranrio
- apoio médico voluntário em situações reais e simuladas sendo
responsável pelos primeiros socorros, triagem local e transporte dos
feridos.
-
Cruz Vermelha - apoio médico
voluntário em situações reais e simuladas sendo responsável pelos
primeiros socorros, triagem local e transporte dos feridos.
-
GOPP - Grupamento para Operações
com Produtos Perigosos do Corpo de Bombeiros.
-
60a. DP - delegacia policial
responsável pela segurança pública e patrimonial.
-
15o. BPM - batalhão da Polícia
Militar responsável pela segurança pública e patrimonial.
-
GAM - Grupamento Aéreo Marítimo
da Baía de Guanabara (Policia Militar). Responsável pelo transporte aéreo
e marítimo de feridos em situações reais e simuladas.
-
FEEMA - Fundação Estadual de
Engenharia do Meio Ambiente.
Para fornecimento de comunicações sobre emergências,
foram fornecidos à comunidade rádios de comunicação que operam em faixa
específica, além de um rádio fornecido à Defesa Civil Municipal. Os rádios
fornecidos à comunidade ficam sob a posse de líderes comunitários, a quem
cabe repassar aos moradores as informações recebidas.
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